O Ser é a essência do Tempo

A certeza da morte Dá projeto e sentido à vida, À passagem do tempo

Em cada momento, em cada idade, No conteúdo que preenche O espaço envolvente Tem sentido seguir em frente. O SER é a essência do TEMPO! Sentir‐se leve, gozar o momento É sentir‐se eterno, cantar a liberdade, Vislumbrar o infinito. Sentir‐se pesado, sofrer o momento, É ficar triste, o tempo lento O espaço confinado, Focado no corpo parado, ameaçado, inerte. Deixar‐se morrer e levar consigo o tempo!

É o fim do Tempo? Não O Tempo cronológico continua Indefinidamente a passar Por isso o relógio para o limitar. O SER tem de parar Para brincar, para meditar, Para amar! Não pode ficar a ver o tempo a passar. O tempo é viagem, o ser a paisagem. O SER é a essência do TEMPO!

Imagem: Salvador Dali, “A Persistência da Memória” (1931)

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